Como a floresta amazônica regula as precipitações em todo o país

A origem dos rios voadores faz com que o nível de chuva em todas as regiões do país seja três vezes maior que em países maiores territorialmente, sendo não só influenciado pelo seu clima tropical como também pela existência da floresta amazônica. Neste caso, qual é o seu papel e impacto em relação a precipitações?

O que são rios voadores?

Mais conhecido pelo seu exercício na Amazônia, os rios voadores são fluxos de vapor d’água atmosféricos vindos da evapotranspiração das árvores e formados por massas de ar extremamente úmidas.

Para bombear a água os rios utilizam a umidade evaporada pelo Oceano Atlântico, próximo a linha do equador, e é carregado pelos ventos alísios, formando-se assim nuvens. Quando chegam sobre a mata, com influência do calor, ficam mais pesadas que o ar e caem em forma de chuva. Posteriormente, as árvores evapotranspiram sob o sol e a floresta devolve toda água que absorveu para a atmosfera na forma de vapor de água. Portanto, o ar é recarregado e continua sendo transportado rumo a outros destinos de precipitação, estes que ocorrem de três a quatro vezes por mês, entre novembro e abril.

Qual a importância da Amazônia neste caso?

De acordo com o Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA) a “Amazônia é uma floresta que faz chover”, emitindo vapores orgânicos para o ar facilitando a criação de rios voadores.Porém, possui diversos fatores que colaboram para a criação dos rios:

  1. A capacidade da floresta manter a umidade do ar, mesmo quilômetros adentro da América do Sul, vem da sua imensidão arbórea;
  2. A pureza do ar, associada com a umidade e com a emissão de odores a partir da floresta, permite que ocorram mais chuvas na Amazônia do que no próprio oceano, de forma mais amena e menos destrutiva do que nos oceanos;
  3. A sua própria regulação climática, sendo relacionada aos oceanos, massas de ar e a Cordilheira dos Andes;
  4. A sua capacidade de puxar a umidade do oceano para o continente, revertendo o padrão observado em outras regiões do planeta.

Qual a relação com o desmatamento?

Em 40 anos, o Brasil desmatou 762.979 km², território equivalente a três Estados de São Paulo e a duas Alemanhas.

“Para se ter uma ideia da destruição, é como se tivéssemos um trator a jato, trabalhando sem parar, a 726 km/h durante todos esses anos, ou mais de 900 tratores normais, lado a lado, operando dia e noite, fazendo apenas corte raso”

Aponta Nobre, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Essa destruição está quebrando a dinâmica da bomba biótica de umidade. O aumento de queimadas faz com que haja a diminuição do vapor de água, diminuindo o volume de precipitação durante a estação seca e gerando chuvas torrenciais e violentas durante a estação chuvosa que em sua maioria são prejudiciais à fauna e à flora . Em um futuro possível por causa da reversão do padrão atual dos ventos do oceano para o continente, a Amazônia pode virar um grande deserto afetando não só o Brasil, mas toda a América do Sul.

A partir desse conhecimento, o papel de sua proteção deve ser o mais intenso possível, já que a falta de dependência poderá causar danos longos e irreversíveis.

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