Você sabe o que são áreas de preservação permanente e zonas ripárias?

Área de preservação permanente segundo a lei vigente nº 12.651/2012, é uma área protegida, sendo esta coberta ou não por vegetação nativa e que tem como função preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica e a biodiversidade, proteger o solo,  facilitar o fluxo gênico de fauna e flora e garantir  o bem-estar das populações. 

As APP’s também assim chamadas são como as Unidades de conservação, que visam garantir à população um meio ambiente ecologicamente equilibrado, porém, ao contrário das UCs que estabelecem o uso sustentável ou indireto de áreas preservadas, as APP’s são áreas naturais intocáveis, na qual a exploração econômica direta não é permitida. Devido às atividades humanas, o crescimento demográfico e as pressões econômicas que as áreas de preservação permanente foram criadas e somente órgãos ambientais podem abrir exceção à restrição e autorizar o uso e até o desmatamento de área de preservação permanente rural ou urbana mas, para isso acontecer, devem comprovar as hipóteses de utilidade pública, interesse social do empreendimento ou baixo impacto ambiental que isso acarretará. 

As APPs são destinadas a proteger os solos, principalmente, as matas ciliares que  promovem a proteção dos rios e dos reservatórios de assoreamento, evitando assim a transformações dos leitos, garantindo o abastecimento dos lençóis freáticos e a preservação da vida aquática. Outro fator que contribui extremamente para a conservação e preservação do rio são as zonas ríparias. 

Zonas ripárias são regiões diretamente relacionadas aos cursos d’água, também conhecidas onde ocorre a mata ciliar ou vegetação ripária, elas possuem uma grande dinâmica ambiental em sua área de abrangência, principalmente nos aspectos ecológicos, geomorfológicos e hidrológicos.  Nessas  zonas  ocorrem intensas mudanças em suas características paisagísticas, e isso acontece devido aos fenômenos,  como períodos de inundação, processos físicos que moldam os leitos dos rios, movimento da fauna, entre outros. No que diz respeito a sua função hidrológica, a zona ripária contribui para a conservação da microbacia na qual está inserida, através de processos que causam estabilidade,  manutenção da qualidade e quantidade da água e do sistema aquático.

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