Super Vegetais: o poder curativo das plantas

Você já ouviu falar sobre Medicina Alternativa?

Diante de um sistema no qual a saúde é tratada como a falta da doença, e consequentemente a doença tratada como falta de saúde, a medicina tradicional traduz o ideal de um tratamento que extermine os sintomas que venham a aparecer do que preveni-los.

Partindo disso, a medicina alternativa, como é tratada, busca restaurar o equilíbrio do organismo do paciente pois, se este está em desarmonia seu corpo tende a adoecer. Logo, muitas vertentes medicinais alternativas buscam tratar a causa, reconhecendo os estados de corpo, mente e emoção do paciente, fugindo de medicamentos controlados que amenizem a situação, mas não esclareçam o porquê de estar acontecendo.

Existem diversas vertentes medicinais alternativas que recorrem ao motivo das dores do paciente, porém trataremos a partir deste momento da fitoterapia.

Fitoenergia

Fitoenergia, ou fitoterapia, é uma das mais diversas ramificações da medicina alternativa. Seu poder medicinal é pautado na capacidade energética que as plantas têm, sobretudo ao corpo humano, e em razão disso vem sendo utilizada, segundo Rezende e Cocco (2002), desde os primórdios da humanidade, datando de 60 mil anos, para curar males, ou ainda em práticas espirituais.

O uso de plantas em práticas medicinais e espirituais, buscando sempre o equilíbrio de corpo e espírito do paciente, remonta no Brasil desde os povos nativos, porém com o processo colonizador e de aculturação destes povos, houve um certo período de dormência de conhecimento, o qual vem sendo despertado em razão da procura de novas técnicas que auxiliem a luta contra as novas enfermidades que vêm surgindo. Não obstante, a introdução da cultura africana durante a formação do Brasil trouxe novos saberes e culturas que utilizavam das plantas para realizar sua medicina, abrindo portas aos saberes fitoterápicos e popularizando-os desde a periferia até a elite brasileira, sendo inclusive reconhecido o potencial fitoterápico pela princesa Leopoldina, a qual iniciou uma missão científica no Brasil, catalogando e analisando mais de 6000 espécies de plantas.

Contudo, o uso de vegetais como prática medicinal foi considerado oficial e reconhecido apenas em 2006 pelo Ministério da Saúde, instaurando a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, a qual posteriormente serviria como base para a criação do Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, em 2009, operando em razão da presença deste saber no cotidiano dos brasileiros e pela grande biodiversidade disponível em seu território.

A seguir, destacam-se alguns exemplos de plantas utilizadas no Brasil para fins medicinais e sua indicação de uso:

  • Alfavaquinha-de-cobra

(Oriri, Folha-de-Oxum, Folha-de-Vidro) – nome científico: Peperomia pellucida H.B.K.

Parte utilizada: toda a planta.

Indicação: utilizada contra dores gastrointestinais e hipertensão, com efeito diurético suave. Seu sumo é utilizado em infecções oculares gerais.

  • Folha-da-Costa

(Coirama-branca, Folha-grossa, Fortuna, Saião) – nome científico: Kalanchoe brasiliensis Cambess, Kalanchoe pinnata Lam, Bryophyllum pinnatum Lam.

Kalanchoe brasiliensis Cambess

Bryophyllum pinnatum Lam

Parte utilizada: folhas

Indicação: sumo é usado em infecções respiratórias gerais, frieiras, feridas, queimaduras, picadas de inseto, traumatismos e torções. No Sudeste ainda é documentado o uso em crises de hipertensão.

  • Alecrim

(Alecrim-de-casa, Alecrim-de-cheiro, Alecrim-de-horta, Rosmarinho, Erva-coroada) – nome científico: Rosmarinus officinalis L.

Parte utilizada: folhas e flores.

Indicação: chá utilizado no tratamento estomacal, antiflatulento e estimulador menstrual. Banhos utilizados no reumatismo articular e crescimento de cabelo.

  • Boldo-de-jardim

(Tapete-de-oxalá, Falso-boldo, Folha-de-oxalá, Boldo, Setedores, Boldo nacional, Malva-santa) – nome científico: Plectranthus barbatus Andrews

Parte utilizada: parte aérea

Indicação: usado no tratamento de dores hepáticas e de má digestão, dores de cabeça, náuseas pós-cólica, prisão de ventre, bem como no tratamento caseiro de infecções cutâneas derivadas da leishmaniose. 

  • Quiabeiro

nome científico: Hibiscus esculentus L. e Hibiscus abelmoschus L.

Hibiscus esculentus L.

Parte utilizada: frutos

Indicação: as folhas e frutos são usados como emplastro contra furúnculos e abscessos, bem como na prevenção de anemia.

  • Sabugueiro

nome científico: Sambucus australis Cham. & Schltdl, Sambucus nigra L.

Sambucus australis Cham. & Schltdl

Parte utilizada: folhas e flores

Indicação: contra febres

  • Aroeira

(Aroeira-roxa, Aroeira-vermelha, Pimenta-rosa) – nome científico: Schinus terebinthifolius Raddi 

Parte utilizada: folhas e cascas de caule

Indicação: chá usado contra úlceras, reumatismo, diarreia, adstringente, cicatrizante, anti-inflamatório, febres e em banhos de assento contra corrimentos vaginais.

  • Milho

nome científico: Zea mays L.

Parte utilizada: estigmas, ou cabelo-de-milho

Indicação: controle da hipertensão, devido a sua atividade diurética, e no tratamento de cálculos renais.

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